quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Confessions of two girls - Capítulo 3 (especial p a Dani!!!)

Capítulo 3
Mia Stevens
Não falei a viagem toda. Ouvi música, li um livro, dormi… Mas não falei com o meu pai. Aliás, nas últimas duas semanas só falava com ele o essencial dos essenciais. Ainda nem acreditava no que ele me tinha feito. Ainda não acreditava que já não vivia em Los Angeles. Ainda não acreditava que ia viver para San Diego. Ele não tinha o direito e ponto final.
Estava com a cabeça encostada ao vidro, a olhar para o mar. Ao menos ia estar perto do mar, menos mal. No verão o calor é insuportável, e é bom poder ter uma praia para ir refrescar as ideias. Uma coisa que já tinha prometido a mim mesma, é que ia ficar a conhecer aquele sítio muito bem, para poder desaparecer o dia inteiro.
- Estamos quase a chegar, minha querida. – avisou o meu pai. Ignorei-o pela quinquagésima vez (sem exageros) naquele dia. – Mia, vá lá.
Ajeitei a minha posição na cadeira, continuando a ignorá-lo.
- É assim que vai ser? Muito bem. Se te interessar, a tua nova casa fica ali. – disse ele, apontando para um enorme portão. Este estava aberto, e à porta estava o que eu supus ser o porteiro. Avistavam-se enormes campos, a maior parte deles com cercas. Uns tinham cavalos a pastar, outros estavam simplesmente vazios, outros tinham flores lindas. Nos caminhos havia um grande alarido: carrinhas a passar, carros estacionados no parque de estacionamento, um tractor cheio de pessoas que tiravam fotografias, uma ou outra pessoa a cavalo… Tudo ocupado. Era sem sombra de dúvidas um daqueles ambientes “fixes”.
- Não me digas que vamos viver no meio do campo. – disse, ironicamente. Não podia desmanchar a minha postura, mas a verdade é que não me importava nada de dormir ao relento, desde que fosse ali.
- Claro que não.
O meu pai guiou por uma data de estradas, de onde se avistavam campos com porcos, vacas, galinhas, e esse tipo de coisas. Vi os estábulos, e uma espécie de edifício ao lado que calculei ser o sítio dos escritórios da herdade. Virámos para uma rua onde apenas passava uma carrinha, o que logo à partida já era estranho. Quando olhei para a frente, nem queria acreditar no que via. Àquilo não se podia chamar casa. Nem casarão. Aquilo era uma mansão!
- O que é isto? – perguntei, espantada.
- A tua nova casa. – esclareceu o meu pai, com um sorriso perante o meu espanto.
- Podias ter-me prevenido.
- Achei que era óbvio. Além disso não falavas comigo, lembras-te?
- Mas ouvia-te na mesma. – respondi, não querendo “ficar mal”.
A casa também estava rodeada por uma espécie de grades e por um portão (que estava aberto). Carros, que eu calculei serem dos funcionários, estavam estacionados cá fora. Lá dentro, ao lado do sítio onde o meu pai estacionou o carro, estavam outros dois carros, que eu calculei pertencerem a Leona e a Kitty. O Mercedes de Leona, prateado, fazia contraste com o carro preto do meu pai. Ao lado do Mercedes, estava um Freelander 2 vermelho, mesmo giro. Calculei que fosse da Kitty, logo a começar pela cor.
- Então, gostas?
- Tenho de confessar, isto é espectacular. No entanto, não vale a pena criares expectativas. Duvido que aqui me chegue algum dia a sentir em casa. Aposto que nem lá perto.
- Vá lá Mia. Tens a praia mesmo aqui ao lado, e isto é óptimo. Tu adoras passear, nada melhor do que isto.
- Eu gostava de passear quando tinha 10 anos.
- Porquê, já não gostas?
Não respondi, não querendo dar-lhe razão. Ele ia repetir a pergunta, ou algo do género, quando a Leona me salvou.
- Olá! Então, que tal a viagem? – perguntou, simpaticamente.
- É mesmo preciso responder? – perguntei. Acho que a magoei, mas ela deixou passar. Nem sequer olhou para as minhas roupas com repulsa, o que raramente acontece.
- Foi boa, querida. – respondeu o meu pai, beijando-a.
- Se não se importarem, eu vou dar uma volta.
Como se o facto de eles se importarem mudasse alguma coisa.
- Não te queres instalar primeiro? – perguntou o pai.
- Deixa-a ir conhecer o sítio. O que não falta à Mia é tempo para se instalar.
- Infelizmente… - comentei, baixando o tom de voz. Dei meia volta e comecei a afastar-me. Saí dos portões, sem fazer a mínima ideia do sítio para onde estava a ir. Andei mais ou menos 1 km (se calhar estou a exagerar). À minha volta só via campos e mais campos. Uns tinham flores, e estavam mesmo bonitos, outros estavam apenas vazios. O sol já se estava quase a pôr, e andar por ali acabava por ser relaxante. O meu pai tinha razão: eu adorava fazer aquilo. Andei mais um bocado, até que me pareceu ouvir água a correr. Virei à direita, e definitivamente não estava à espera de encontrar o que encontrei: à minha frente estava um lago enorme, daqueles em que se podem passar boas tardes de Verão. Os últimos raios de Sol faziam reflexo na água, e a vista estava mesmo bonita. Dei uma olhadela pelo sítio e vi uma coisa em que não reparara antes: um carro estava estacionado ao pé de uma casa minúscula, que devia servir para guardar alguma coisa. Dentro de essa casa saiu um rapaz, cabelo loiro e olhos castanhos, um bocado mais alto que eu. Pareceu espantado ao ver-me ali.
- Olá. – cumprimentou. – Posso ajudar-te? Estás perdida?
- Não, na verdade estava a conhecer a minha nova residência.
Ele aproximou-se de mim, e pôs-se a observar-me.
- Então és a Mia?
- Yup. – confirmei. – E tu és…?
- Eu sou o Justin. Sou namorado da Kitty.
- Namorado da Kitty? Coitado…
- Porquê?
- Eu não aguentava ter de a aturar.
- Mas eu gosto dela.
- Então tens mau gosto.
- Sabes mesmo como fazer as pessoas não gostarem de ti, não sabes?
- É, tenho um dom.
- Bom, parabéns.
Criou-se um silêncio constrangedor. Dei meia volta e segui por onde tinha vindo. Quando cheguei à ramificação, fiquei confusa sobre o caminho. Boa, estava perdida!
- Mia, espera. Queres boleia? – ofereceu-se Justin.
- Não sei se quero boleia de…
- Ei, vá lá. Já é quase noite, e pelo que eu percebo não sabes o caminho de volta.
- Pois não, não sei. Mas não preciso que me ajudes, sim?
Estive tentada a dizer “obrigado”, mas a minha “rebeldia” não deixou. Continuei em frente e optei por um caminho ao calhas. Felizmente depois de uns metros a andar reconheci o lugar. Continuei. Passaram-se mais uns minutos, até que ouvi um motor a trabalhar atrás de mim. Era o Justin.
- Podes deixar-me em paz? – pedi.
- Tens a certeza que não queres ajuda? É que a casa é para o outro lado.
Bolas!
- Ok. – cedi, vendo que estava mesmo perdida. Dei a volta ao carro e entrei para o lugar do pendura. – Mas nem penses que vou falar contigo.
- Não esperava outra coisa.
Ele pôs música. Não era o meu estilo (de agora), mas em tempos tinha adorado aquela banda. Senti a minha própria personalidade a envolver-me. Eu não sou rebelde nem nunca fui, sempre soube isso. Não sei porquê, mas acho que foi uma forma que eu arranjei de chamar à atenção, uma forma de revolta. No entanto, não penso desistir desta fase muito facilmente. Em Los Angeles, sempre foi difícil manter as aparências, porque ao contrário de toda a gente com quem eu me dava, nunca me quis meter em drogas, nem em bebidas, nem em tabaco. Cada vez que me olhava ao espelho, tinha vontade de tirar a porcaria das roupas que uso e deitá-las para o caixote do lixo, ir ao meu armário e abrir as caixas onde tenho a minha roupa antiga. Porque, apesar de tudo, eu sei quem eu sou, mas também sei que não posso voltar a ser essa pessoa. Não depois do que me fizeram. Não depois de a minha mãe ter morrido. Não depois de o Trace me ter traído. Só de pensar nisto ainda sentia um buraco na barriga.
- Chegámos. – anunciou Justin, estacionando o carro.
- Vais sair aqui?
- Hoje convidaram-me para jantar cá.
- Que azar.
- Achas?
- Yup.
- É pena.
Saí do carro, e quase que bati com a porta, mas consegui conter-me a tempo.
- Posso fazer-te uma pergunta? – pedi.
- Claro. O que é?
- Porque é que gostas tanto delas?
- Dou-te um mês para descobrires. Acredita, vais gostar.
Soltei um sorriso para mim mesma e avancei, rumo ao inferno.
êêê
Devo confessar que o interior da casa me surpreendeu. Tanto que, mesmo enquanto todos se despediam de Justin, eu continuava espantada a olhar. Era exactamente o oposto do que eu imaginara. À partida, mansão sugere um ambiente frio, isolado. Mas aquilo era… Espectacular. Era um ambiente super acolhedor e animado, que fazia qualquer pessoa (até mesmo eu) sentir-se em casa.
- Mia, esta noite vais dormir no quarto da Kitty. – anunciou Leona, de repente.
- O quê? – perguntei, esquecendo o que estava a fazer.
- Sim, o quê? – repetiu Kitty, também surpreendida com a notícia.
- O teu quarto está em remodelação. – esclareceu Leona.
- Não acredito que numa casa tão grande não tenham um quarto que não esteja em remodelações!
- Por acaso não. Fizemos obras recentemente, e os quartos só devem acabar para a semana.
- Escusava de se ter incomodado. Sabe, eu gostava de personalizar o meu quarto.
- Ah, mas vais, descansa. Agora se não se importam, eu estou estafada. Kitty, mostra o quarto à Mia.
Leona e o pai afastaram-se.
- Não acredito… - desabafei.
- Não estás mais contente que eu, acredita.
Kitty subiu as escadas, e contrariada segui-a. Passámos por um enorme corredor e a seguir entrámos numa espécie de hall, como aqueles dos hotéis. Havia duas portas, uma de cada lado.
- Este vai ser o teu quarto. – disse Kitty, apontando para a porta do lado esquerdo. – Este é o meu.
Perfeito, uma em frente à outra! O que é que podia ser melhor?
Ela abriu a porta do quarto dela, e mais uma vez segui-a. Como a decoração da casa, a do quarto dela também me impressionou. Estava à espera de uma coisa completamente diferente: mais pirosa, feminina, menos humilde… Tinha uma parede cor-de-rosa, mas ficava estranhamente bem.
- A minha cama tem gaveta, e é onde vais ficar.
- Uau.
- Já te disse que isto me agrada tanto como a ti.
- E eu ouvi á primeira. Não sou surda.
- A sério? Achei que esse piercing te tirava capacidade auditiva.
Ok, a miúda conseguiu irritar-me. O que é que ela tem contra a mini bola de metal que está presa no cimo da minha orelha direita?
- Porquê, esses saltos tiram-te a capacidade de andar?
Ela não respondeu, obviamente provocada.
- Então porque é que eu devia deixar de ouvir por causa do piercing? Tu tens é inveja.
- Pois, claro. Como é que adivinhaste? – perguntou Kitty, ironicamente. – Se eu quisesse uma coisa horrorosa dessas, já a tinha há muito tempo, podes crer.
- Estás a ver? Esse é o vosso problema! Têm tudo o que querem, quando querem. Não têm nem um pingo de humildade.
- Tu não sabes do que estás a falar, por isso é melhor estares calada.
- Porquê, o que eu estou a dizer é mentira? Até parece.
Vi a minha mala e fui lá tirar o meu pijama e a escova de dentes. Entrei na casa de banho e só saí para me ir deitar. Definitivamente, aquela miúda ia estar sempre na minha lista negra. 
êêê
Acordei com o sol a bater-me na cara. A Kitty já não estava na cama, por isso devia ter feito aquilo de propósito para ver se me acordava. Olhei para o despertador cor-de-rosa dela. Nove da manhã! A miúda é louca.
Vendo que não conseguia voltar a adormecer, levantei-me e fui tomar um duche rápido. Depois de vestir um fato de treino, peguei no meu ipod e desci as escadas. Ia a sair pela porta quando ouvi a voz do meu pai.
- Bom-dia querida. – desejou ele.
- Olá.
- Não vais tomar o pequeno-almoço?
- Não tenho fome.
- De certeza?
- Absoluta.
Ia a sair pela porta quando me lembrei de uma coisa.
- O que é que aconteceu à Kitty?
- A interessares-te pela tua irmã?
- Ela não é minha irmã! – relembrei-o. – Só quero saber porque raio é que quando acordei com o sol na janela ela não estava lá.
- Ela trabalha na herdade. Dá aulas de como montar. Hoje teve uma cedo.
- Obrigado pelo esclarecimento. – agradeci rudemente, saindo mesmo pela porta.
Pus os phones e comecei a correr. O ambiente do campo fez-me recordar de algumas coisas, e esta foi uma delas. Já não fazia aquilo há imenso tempo, mas soube mesmo bem.
Ainda corri uns minutos, mas depois comecei a andar. Não por estar cansada, porque não estava. Mas a paisagem era demasiado bonita para passar sem admirar. Quando tinha mais ou menos 14 anos, a fotografia tinha sido uma das minhas grandes paixões, e dei por mim a sentir os “instintos fotográficos” outra vez. Estava tão concentrada na paisagem que apanhei um susto enorme quando ouvi um relinchar mesmo ao meu ouvido.
- Ah! – gritei, pulando. Atrás de mim, do outro lado da cerca, estava um cavalo preto lindo, com a pele super brilhante. – Uau.
Virei-me totalmente de frente para o cavalo. Observei-o, para ver se ele estava com medo de mim. Cheguei à conclusão que não estava, e atrevi-me a afagar-lhe o focinho.
- És tão fofo. – constatei. Ele aproximou mais o focinho. Arranquei um monte de erva do chão e dei-lhe. Enquanto fazia isto, ouvi o motor de um carro a aproximar-se. Virei-me e uns segundos depois um jipe branco, sem “tecto” e com um enorme logótipo da herdade gravado no capô, apareceu. Lá dentro estava a Leona, obviamente. Estacionou mesmo ao meu lado.
- Olá. – cumprimentou-me.
- Olá. – retribuí.
- Estás perdida?
- É claro que não. – disse convictamente. Olhei à volta e caí em mim. – Ok, estou.
- Pois, bem me pareceu. Vá, anda. Eu dou-te boleia.
- Duas boleias em dois dias? Não obrigada. – recusei.
- É pena, porque eu tenho uma coisa para te mostrar.
- Ai sim? O quê? – perguntei, curiosa.
- Se não vieres não vais saber.
- Pronto, está bem.
Entrei no carro. O banco era bastante mais confortável do que parecia (tenho de aprender a deixar de julgar as coisas aqui) e até sabia bem estar ali a apanhar com o sol na cara. Dali, a vista era muito mais panorâmica e vi imensos cavalos a pastar.
- Uau. – comentei.
- É fixe, não é? – perguntou Leona, tentando imitar um jovem.
- Má tentativa. – constatei.
- Foi, não foi? – perguntou ela, sorrindo. Pela primeira vez desde que tinha ali chegado ri-me com vontade, e soube mesmo muito bem.
Demorámos apenas uns minutos até se avistarem os portões da casa.
- Já sei que já tiraste a carta. – informou Leona.
- É verdade. – confirmei – Há um ano.
- Mas não tens carro…
- Quando precisava andava com o do meu pai. Ele não gostava das minhas companhias e achou que eu não merecia, e acho que aqui ele não vê um problema desse género. Também nunca precisei… Mas porquê esta conversa toda?
- Digamos que cá vais precisar de certeza. Isto é enorme, custa a andar a pé.
- E o que é que isso adianta? Não tenho carro na mesma.
- Agora tens.
Ela estacionou o carro ao lado de um Toyota Hilux preto lindo. Sempre gostei daquele género de carros. Percebi rapidamente.
- Está a gozar, certo?
- Não. Esse é o teu carro.
- O quê?
Nem queria acreditar. Ela tinha-me oferecido um carro! Saltei do jipe e fui observá-lo mais de perto. O carro era mesmo um máximo.
- Está a tentar comprar-me? – perguntei. Ela ia desculpar-se, mas cortei-lhe a palavra. – É porque está a resultar. – disse, na brincadeira. Ela riu-se.
- Temos um acordo com algumas marcas, eles fornecem-nos carros. Ofereceram-nos um desconto especial. Espero que gostes do carro, o teu pai disse que ias adorar.
- E adorei, pode crer. Mas não precisava de fazer isto. Nem sequer tenho como lhe pagar.
- Eu posso dar-te cá um emprego, mas o dinheiro é para ti. Mia, quer queiras quer não, agora somos família.
Nem sequer me dei ao trabalho de discordar. Eu estava a começar a gostar dela. Abracei-a.
- Obrigada, mesmo. – agradeci.
- Não precisas de agradecer.
- E quanto a esse trabalho? Como é que é?
- Nós precisamos de um tratador. Se perceberes alguma coisa de cavalos…
- Quando era pequena andei na equitação. Percebo deles e gosto deles. – confessei.
- Ainda bem. E fica descansada, que podes aproveitar as férias. É só um part-time.
- Boa.
- Claro que há dias que deves ficar mais tempo que outros…
- Não há problema. Eu tenho 18 anos, acho que é altura de ser responsável. E de me deixar de estupidezes.
- O que é que queres dizer com isso?
- É uma mudança a longo prazo. Com o tempo descobrirá.
- Fico à espera. Sabes montar?
- Sim.
- Óptimo, porque qualquer dia ainda és promovida e ficas a dar aulas.
- A sério? – perguntei, entusiasmada.
- A sério. – confirmou Leona, obviamente contente pelo meu entusiasmo. – No teu GPS tens o mapa da herdade. Assim já não te perdes. – disse ela, piscando-me o olho. – Agora vai experimentar o teu carro, não te roubo mais tempo.
- Obrigada. E quanto ao emprego?
- Não te preocupes, discutimos isso logo à noite.
- Nem sabe o quanto lhe agradeço.
- Nem sabes o quanto o teu nível de rebeldia desceu.
- Acho que os ares do campo me estão a mudar.
- E a Kitty?
- Não sei. E não pode ser tudo ao mesmo tempo, não é? Eu sei que ela é sua filha, mas não a consigo… suportar. Nem ela a mim.
- Não vale a pena falar com vocês. Vá, vai lá. – encorajou Leona.
Abri a porta do condutor e sentei-me. O carro por dentro era tão fixe! Rodei a chave e ouvi o motor. Meti a mudança e carreguei no acelerador. O meu carro era espectacular.

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